quinta-feira, agosto 17, 2006

É imprescindível persistir!


Ruin
Originally uploaded by acampm1.

Quando nada parecer ajudar, observa um cortador de pedras martelando uma rocha. Irás perceber que talvez seja necessário golpeá-la cem vezes sem que nem uma rachadura apareça.
No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra abre-se em duas. Descobriremos então, que não foi aquela que conseguiu, mas todas as que vieram antes.
Transporta um punhado de terra todos os dias e terás uma montanha. Já reparaste como são pequeninos os grãos de areia?Contudo unidos, postos num navio, fazem-no afundar!
Assim, cada um constrói, dia por dia, hora por hora, muitas vezes sem mesmo o saber, o seu próprio futuro.
É imprescindível persistir!
A boa madeira não cresce com sossego; quanto mais forte for o vento, mais fortes são as árvores.O carvalho mais resistente da floresta não é aquele protegido do mau tempo e escondido ao Sol, mas justamente aquele que, sozinho, num espaço aberto, é forçado a resistir ao vento, à neve, à chuva e ao Sol impiedoso".
No sofrimento, imitemos as árvores que padecem: quando feridas, podadas, com mais vigor reflorescem.
É da resistência que vem a força!

4 comentários:

  1. Por oposição estas duas palavras até rimam... Curioso, não é? Talvez porque às vezes quem persiste acaba por desistir quando, quase sem saber, está a alcançar o cume! :)

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  2. Vós sois aquilo que é o vosso mais profundo e estimado desejo.
    Aquilo que for o vosso desejo fará a vossa vontade.
    Aquilo que for a vossa vontade fará a vossa acção.
    Aquilo que for a vossa acção fará o vosso destino. :)

    Brihadaranyaka Upanishad IV.4.5

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  3. CHARCOS

    Escampa la lluvia y en toda la plaza
    la gente se cruza, se acorta,
    se encharca.
    Los pinos retienen las últimas gotas
    y un paraguas muere,
    o el viento lo mata.

    Hunden los niños sus manos
    en el arenero.
    Comparten la risa,
    se hamacan de espaldas
    al miedo.
    Las madres vencidas, se sientan y lloran.
    No los llaman.

    La estatua se enluta y se limpia la cara,
    la fuente se tapa de mugre y rebalsa,
    dos palomas posan sobre el bebedero
    y un gato,
    hambriento,
    relame sus garras.

    Escampa la lluvia,
    se encharca la plaza.
    :)

    Martin

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  4. Árvores do Alentejo

    Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
    A planície é um brasido e, torturadas,
    As árvores sangrentas, revoltadas,
    Gritam a Deus a benção duma fonte!

    E quando, manhã alta, o sol posponte
    A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
    Esfíngicas, recortam desgrenhadas
    Os trágicos perfis no horizonte!

    Árvores! Corações, almas que choram,
    Almas iguais à minha, almas que imploram
    Em vão remédio para tanta mágoa!

    Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
    --- Também ando a gritar, morta de sede,
    Pedindo a Deus a minha gota de água!

    Florbela Espanca
    :)espinafre

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