É bom sonhar, mas não é bom sonhar tanto que não cheguemos a despertar do sono.É bom caminhar na vida olhando para as estrelas, mas é bom que vejamos onde pomos os pés.É bom fazer discursos, mas talvez devamos começar por falar uns rápidos minutos com aquele que muitas vezes não espera por nos ouvir. E assim nasceu o TROCAS E BALDROCAS - Uma oportunidade para ouvir e falar, rir e chorar, sentir e partilhar!
terça-feira, dezembro 28, 2004
BALANÇO
Muito obrigado por todos aqueles que visitaram ou deixaram mensagens neste espaço. Foram todos enriquecedores. Espero continuar a não desiludir-vos e quero continuar a surpreender-vos.
Desejo-vos um EXCELENTE 2005 com o MELHOR DE TUDO!
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Tempo para parar..
Fica a sugestão....
http://www.lugarsagrado.com
terça-feira, dezembro 21, 2004
O CAÇA-MENTIRAS
Como funciona?
O scanner capta sinais magnéticos emitidos pelos átomos de oxigénio da corrente sanguínea
- Os núcleos dos átomos giram ao acaso à volta do campo magnético.
- O campo magnético da ressonância põe os núcleos a rodar todos no mesmo sentido.
- Uma pequena onda de rádio desalinha os átomos.
- Quando os núcleos se realinham no campo magnético emitem sinais de rádio que criam uma imagem.
Fonte: visaoonline
quinta-feira, dezembro 09, 2004
O livro do mês: "Eu hei-de amar uma pedra"
Uma excelente obra de um dos meus escritores preferidos - António Lobo Antunes
quarta-feira, dezembro 08, 2004
A PRAXE ACADÉMICA
Mal interpretada por uns, mal exercida por outros, a Praxe Académica é e será sempre um tema controverso e objecto de constante debate.
Mas como se costuma dizer: "Dvra praxis sed praxis!" - A Praxe é dura mas é praxe!
Um pouco de História...
A palavra Praxe tem origem na palavra grega praxis que siginifica a prática das tradições, dos usos e costumes. A praxis está de tal modo inserida no nosso quotidiano que quando alguém procede de certa forma só porque era esperado, devido à mecânica dos comportamentos sociais de grupos, não é raro ouvir-se dizer:"Pois...já é da Praxe...".
A história da Praxe remonta ao século XIV, praticada na altura pelos clérigos monásticos, mas o seu contexto mais conhecido aparece no século XVI sob o nome de "Investidas". A Praxe, na época, era na realidade bastante dura para com os caloiros, o que a levou a ser considerada "selvagem" pela opinião popular nos finais do século XIX. A Praxe revestiu-se historicamente de diversas formas, sofreu inúmeras oposições e esteve proibida ou suspensa. Na sequência das crises académicas dos anos 60 (já no século XX) foi vista como um anacronismo histórico e rapidamente votada ao baú da história, de onde sairia em força no início dos anos 80. Desde essa data começaram a florescer centros de ensiono superior, que fizeram com que a universidade deixasse de ser um lugar sagrado, destinado a muito poucos. Simultaneamente, enquanto se descentralizava e democratizava o acesso ao saber, implantava-se a Praxe.
A Praxe de hoje é um conjunto de regras e costumes que têm em vista a preservação de uma tradição, de acolher os novos membros do clã, seja ele escolar, militar ou mesmo do meio trabalhador. A praxe académica assume assim importância, no sentido de contribuir para uma melhor adaptação e integração dos novos alunos que ingressam no ensino superior. Trata-se de uma maneira para que os novos membros se conheçam, socializem entre si e para encetar relações com os membros mais antigos, já anteriormente Praxados.
É de referir que o primeiro Código da Praxe data de 1957 e hoje é comum ver-se impresso em pequenos manuais ou guias da Praxe.
A cidade de Coimbra é bem conhecida pelas suas tradições académicas, intensamente vividas pelos seus estudantes que se intitulam "caloiros", "bichos" ou "bestas", e depois passam a "pastranos", "semiputos", "putos", "quartanistas", "quintanistas", "sextanistas" e "doutores". O aluno é considerado "doutor veterano", "veterano" ou "dux" quando já tem matrículas a mais do que as necessárias à conclusão do seu curso superior.
Só adere à Praxe Acaémica de Coimbra quem quer, mas se aderir tem que respeitar o que o Conselho de veteranos decreta, pois a Praxe é suportada por uma estrutura própria. Os alunos que não aceitem serem praxados não poderão vestir capa e batina nem participar em eventos académicos.
A Praxe Académica de Coimbra vigora todo o tempo, ficando porém suspensa quando não haja toque matutino da Cabra (sino da Torre da Universidade), nas férias do Carnaval, nos três primeiros e nos três últimos dias das férias do Natal e da Páscoa, e também aos domingos e feriados.
A Praxe Coimbrã tem características únicas e inconfundíveis e é muito vivida por todos na cidade. Embora os códigos da Praxe difiram de cidade para cidade pode-se dizer que a Universidade de Coimbra detém o modelo original.
Testemunho...
Fui praxado no ano em que entrei para a universidade e sinto que foi uma forma mais fácil de me integrar no meio estudantil. Conheço excessos praticados em colegas meus de outros cursos, os quais estou profundamente em desacordo (sejam quais forem os motivos invocados), mas só quando se vive o mais irreverente espírito académico salpicado aqui e ali por lágrimas de inexplicável emoção é que se sente verdadeiramente a força da capa e da batina e do ORGULHO em ser estudante da Universidade de Coimbra.
A questão que se coloca perante tudo isto é:
- Os limites da praxe são respeitados?
- Não se terá perdido ao longo do tempo a verdadeira tradição e monopolizado a forma e o fim para a qual é utilizada?
- Que futuro para a praxe coimbrã?
segunda-feira, dezembro 06, 2004
É TEMPO de....
domingo, dezembro 05, 2004
O Silêncio...
quinta-feira, dezembro 02, 2004
A VIDA VAI ACONTECER
E deixasse ouvir
A vida a nascer
Se a montanha
Se tornasse meta Alcançada
Se a tempestade deixar sentir...
O cheiro da terra molhada
A vida vai acontecer
Quando a guerra for pacificada
E a porta de saída...
Servir como uma entrada
Quando a noite
Deixar as estrelas passar
Quando o rio...
Finalmente se entrega ao mar
A vida vai acontecer
Se trocarmos as voltas
Do Ter para o Ser
Se deixarmos...
Os olhos falarem à alma
Nem sempre o fogo se acalma
Mas a vida vai acontecer
Clara A. Santos
O CAMINHO A PERCORRER...
- O dia mais belo? Hoje.
- O maior obstáculo? O medo.
- A coisa mais fácil? Equivocar-se.
- O maior erro? Deixar-se arrastar.
- A raiz de todos os males? O egoísmo.
- A mais bela distracção? O trabalho.
- A pior derrota? O desalento.
- Os melhores professores? As crianças.
- A primeira necessidade? Comunicar-se.
- O que nos faz felizes? Ser úteis aos outros.
- O maior mistério? A morte.
- O pior defeito? O mau humor.
- A pessoa mais perigosa? A mentirosa.
- O pior sentimento? O rancor.
- O presente mais belo? O perdão
- O lugar mais imprescindível? O lar.
- O trajecto mais rápido? O caminho correcto.
- A sensação mais agradável? A paz interior.
- O resguardo mais eficaz? O sorriso.
- O melhor remédio? O optimismo.
- A maior satisfação? O dever cumprido.
- A força mais poderosa do mundo? A fé.
- A coisa mais bela do mundo? O Amor
Teresa de Calcutá
quarta-feira, dezembro 01, 2004
O TEATRO DA VIDA
Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés eum pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia:"Porfavor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas de moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz,virou-o, pegou no giz e escreve um outro anúncio.Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.
Pela tarde, o publicitário voltou a passar emfrente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.O publicitário respondeu:"Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio,mas com outras palavras".Sorriu e continuou seu caminho.O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:"Hoje éPrimavera em Paris, e eu não posso vê-la".
Mudar a estratégia quando nada nos acontece... pode trazer novas perspectivas.Precisamos sempre de escolher a forma certa de comunicarmos com as pessoas. Não adianta simplesmente falarmos; antes,precisamos conhecer a melhor mensagem para tocarmos,sensibilizarmos e convencermos as pessoas.
"A VIDA É UMA PEÇADE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS. POR ISSO, CANTE,CHORE,DANCE, RIA E VIVA INTENSAMENTE ANTES QUE A CORTINA SE FECHE E A PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS." (Charlie Chaplin)
"Desgovernados em plena governação"
Após 4meses de governação com o Dr. Santana Lopes o Presidente Jorge Sampaio numa atitude inédita na democracia pós 25 de Abril, resolveu dissolver o parlamento e convocar novas eleições.
Independentemente das razões que estão por detrás da sua decisão, penso que a única coisa que todos os portugueses concordam é que a situação do país não é nada recomendável.
Aliada à crise económica, social junta-se agora a crise política.
Que futuro?
Esperemos pelos desenvolvimentos dos próximos dias e talvez compreendamos o que poderá ter estado na origem da "bomba atómica".
Utilizando um teorema da matemática que diz que trocando a ordem dos factores numa soma o resultado é sempre o mesmo, temo que este teorema se continue a aplicar no nosso país.
E a vida continua.... infelizmente sempre na mesma ou pior!
Termino com uma palavra de esperança: se cada um de nós lutar por mais pouco que seja para melhorar a produtividade, os valores deste nosso portugal amorfo mas justo penso que ainda consigamos continuar a ver luz ao fundo do túnel.
O MAIS IMPORTANTE
- eu procurar-Te,
mas sim que Tu me procures por todos os caminhos (Gen 3,9);
- eu chamar-Te pelo Teu nome,
mas sim que Tu tenhas o meu nome marcado na palma da Tua mão (Is 49,16);
- eu gritar-Te quando nem palavras tenho,
mas sim que Tu entres suavemente em mim com o Teu grito (Rom 8,26);
- eu ter projectos para Ti,
mas sim que Tu me convides a caminhar contigo em direcção ao futuro (Mc 1,17);
- eu compreender-Te,
mas sim que Tu me compreendas até ao meu último segredo (1Cor 13,12);
- eu falar de Ti com sabedoria,
mas sim que Tu vivas em mim e Te exprimas à Tua maneira (2Cor 4,10);
- eu consolar-me e planificar,
mas sim que o Teu fogo arda dentro dos meus ossos (Jer 20,9);
O silêncio agradecido é aminha última palavra a a minha melhor maneira de estar para encontrar-Te.
Benjamin Gonzalez Buelta SJ, "La transparencia del barro"
sexta-feira, novembro 26, 2004
Homossexualidade: doença ou tendência?!
Mas comecemos por definir doença: fui ver ao dicionário e deparei-me com a seguinte definição - falta de saúde, enfermidade, moléstia, sofrimento, coisa incómoda, defeito, vício, alteração física, psicológica ou fisiológica do organismo humano.
Dados Científicos - Retrospectiva Histórica:
Agosto,1991 Simon Le Vay faz um estudo sobre as células do hipotálamo em que compara as dos homossexuais e as dos heterossexuais e encontra uma relação directa entre a opção sexual e a conformação celular do hipotálamo - nos indivíduos homossexuais o tamanho das células do hipotálamo era menor do que nos heterossexuais. A grande dúvida que fica deste estudo é a seguinte: esta diferente conformação celular será a causa ou a consequência da opção sexual?
Julho,1994 Professor Dean Hamer publica um estudo na revista "Science" do trabalho que efectuou com 40 homossexuais onde descobre que em 33 dos 44 homossexuais tinham a mesma sequência do DNA provido do cromossoma X da mãe. Surge a primeira teoria que defende que a homossexualidade está relacionada geneticamente com o cromossoma X da mãe.
Janeiro,1998 Pesquisadores brasileiros ao estudarem as antenas das drosófilas (Drosophila melanogaster) descobriram um gene responsável pela existência do homossexualismo. Resultados apoiados da teoria genética da homossexualidade que mesmo sendo diferentes geneticamente dos humanos assentam sobre a mesma forma de transmissão de hereditariedade, o DNA.
Nota: apesar destes estudos científicos remontarem ao século XX, quero ressalvar o facto da homossexualidade existir desde os primórdios da civilização, sendo em que 1998 uma equipa de arqueólogos austríacos encontraram na fronteira da Áustria um corpo congelado datado de 14000 anos atrás e que estudos minuciosos concluiram que se tratava de um homossexual.
Perspectivas Psiquiátricas:
Houve uma notável transformação nos últimos 35anos. Durante grande parte do século XX a homossexualidade era vista como desvio de personalidade, sintoma de doença psiquiátrica ou a própria doença psiquiátrica. A partir dos anos 70, a Associação Americana de Psiquiatria e mais tarde outras instituições declararam que a homossexualidade não era doença e deram instruções à classe médica para que não a tratasse como tal.
Sigmund Freud viu a homossexualidade como indicação de interrupção no desenvolvimento psicológico. A psicanálise e a psicoterapia eram realizadas para corrigir a suposta patologia intrapsíquica.
Com base no trabalho de Skinner e com a subida do behaviorismo, tratamentos comportamentais passaram a competir com a psicanálise.
Associação entre Homossexualidade/Psicopatologia/Suicídio:
É sabido que aos homossexuais estão relacionados muito frequentemente distúrbios de ajustamento, stress crônico por viverem sob estigma social ou devido à vitimização aguda dando origem em muitos casos ao suicídio.
Nota: certas alterações hormonais poderão estar na origem da homossexualidade.
REFLEXÃO
Independentemente da posição que qualquer um de nós tenha sobre este assunto quero deixar claro os seguintes pontos:
- O preconceito não pode estar ligado à homossexualidade
- Qualquer indivíduo independente da sua opção sexual tem que ser visto como UM TODO e respeitado como tal
QUESTÕES?
- Se podem existir alterações hormonais e transmissão genética envolvida na expressão da homossexualidade podemos ou não considerar doença?
- As paradas gays são uma forma de expressão da homossexualidade?
- Os homossexuais devem adoptar crianças?
- A homossexualidade é anti-natura?
- Pode-se falar de "moda" nos dias hoje, na questão da homossexualidade?
- A Igreja deve condenar os homossexuais?
- Qual é a minha forma de lidar com homossexuais?
Espero que pelo menos tenha conseguido "perturbar" as vossas consciências....
Fico ansiosamente à espera das vossas respostas!
domingo, novembro 21, 2004
O livro do mês: "A arte de morrer"
Este mês aconselho a leitura de um livro de Marie de Hennezel e de Jean-Yves Leloup que se intitula por "A arte de morrer". Esta magnífica obra é o resultado de uma reflexão a "duas vozes" que Marie de Hennezel (psicóloga clínica) e Jean -Yves Leloup (padre ortodoxo doutorado em teologia e filosofia) vêm desde há anos a fazer orientando "um curso"sobre a morte onde interrogam as tradições a partir da proximidade clínica com o sofrimento.
Numa sociedade dominada por valores de efectividade e onde o espiritual é suspeito, porque confundido com o religioso, a ideia da morte aparece como um tabu. De tal modo que há quem classifique de ridículo o ritual ainda hoje cumprido em alguns mosteiros, onde ao acordar, se recorda a precaridade da vida, ou que considere exótica a sabedoria budista, segundo a qual a morte é parte integrante da vida.
Fico também à espera de sugestões vossas para que com estas partilhas literárias possamos trocar experiências e possamos discutir sobre variadissímos temas.
Adoptou-se o conceito de "qualidade de vida" para dar resposta ao pedido de sentido emitido pelos terapeutas: que fazer quando já nada há a fazer?
Não será conveniente aprofundar esta contradição aparente: aceitar não compreender o porquê da morte mas viver plenamente o "mistério de existir e de morrer"?
quinta-feira, novembro 18, 2004
PENSO, LOGO DECIDO
quarta-feira, novembro 17, 2004
Pós-parto!
Desde já o meu obrigado pelas vossas mensagens de carinho que mais uma vez comprovam a amizade que nos une,mas deixeme-nos de lamechices e comecemos ao "trabalho".
Hoje comemora-se o dia do NÃO FUMADOR, e ao contrário de anos anteriores para além dos alertas, das campanhas surgem propostas sérias que visam combater esta toxicodependência, mais concretamente a proibição de fumar em todos os locais públicos.
- Concordam com esta medida?
- Que medidas deveriam ser implementadas na vossa opinião para combater este crescente aumento de fumadores principalmente na classe feminina?
- Será que se está perante mais uma acção das mulheres feministas?
Estou a provocar-vos de propósito mas penso que este é um tema sério de debate que abrange os fumadores passivos (felizmente ainda a maior parte) e os toxicodependentes.
COMBATAMOS DE UMA FORMA FIRME ESTA EPIDEMIA DO NOSSO TEMPO!!
FUMAR?! NÃO OBRIGADO!
terça-feira, novembro 16, 2004
Bemvindos!!!!
Desde já,deixo-vos um grande abraço a todos aqueles que visitarem este "cantinho das trocas e baldrocas" e espero notícias vossas.
O AMIGO,
Carlos Carneiro